Santa Bárbara ganhou o título de vila em 1962, quando foi eleito o primeiro Prefeito de Benevides, Sr. Nagib Salomão Rossy. O representante local era o Sr. Raimundo Alves de Souza e foi esse Vereador o co-autor e apresentador do projeto que desmembrou a área, elevando a povoação de Santa Bárbara a categoria de Vila, já que seu autor Sr. Joaquim Felix Ribeiro, não conseguiu aprova-lo um ano antes, quando Santa Bárbara ainda fazia parte do município de Ananindeua. Esta situação perdurou até o dia 13 de dezembro de 1991, quando foi elevada a categoria de Cidade, através da Lei nº 5693, que criou o Município de Santa Bárbara do Pará.
O Município de Santa Bárbara do Pará tem uma área territorial de 276.16 Kilometros Quadrados, (km 2) e uma população de 12000 habitantes. Localiza-se no micro região de Belém, distando 40 Kilometros da capital...seus limites são.
Começam na foz do rio Tauá, na Baia do Sol...segue pelo talvegue do rio Tauá para montante até a foz do seu afluente esquerdo, igarapé São Francisco.
Começa no rio Tauá na foz do igarapé São Francisco, daí por uma reta alcança as nascentes do rio Araci e daí em linha reta até a nascente do rio Guajará e, até interceptar o rio Paricatuba, segue pelo talvegue deste para jusante até a distancia de 1400 metros.
Começam no rio Paricatuba no ponto a 1400 metros de sua nascente, segue pelo talvegue do rio Paricatuba até sua foz no furo da Baia ou das Marinhas.
Começam na foz do rio Paricatuba, no furo da Baia ou das Marinhas; segue por este até o furo do Mutá; continua por este até o furo das Marinhas na ponta Sudoeste da Ilha dos Periquitos que, fica para Santa Bárbara do Pará.
Começam no encontro do furo do Mutá com o furo das Marinhas na ponta Sudoeste da Ilha dos Periquitos: segue pelo furo das Marinhas, no sentido geral Norte, deixando para Belém as Ilhas da Conceição, Cunuaru, Maruim e dos Papagaios, até a foz do rio Tauá na Baia do Sol.
As primeiras manifestações culturais do município representam as suas origens e são diretamente relacionados à religiosidade do seu povo, desde a construção da primeira Capela, quando a população do povoado saia em Procissão em homenagem ao São Sebastião, o santo padroeiro do Sitio depois Freguesia, Povoação, Vila e finalmente Cidade de Santa Bárbara do Pará; tornando-se estes festejos tradicionais a partir daquela época. Até por volta do ano 50 deste Século, a festividade acontecia sempre regida ao som de Bandinhas, as quais perderam seu espaço com o advento das aparelhagens sonoras.
Hoje, dando continuidade a tradição, a festividade ainda existe, apesar de bastante deturpada, pois os dirigentes não souberam, (ou não quiseram) manter o estilo folclórico da festa que, já perdurava por anos a fio, quando na época da festa o povo de um modo geral colaborava com a diretoria da festividade que, por sua vez organizava a festa de arraial a partir do dia cinco de janeiro, evento que perdurava até o dia dezoito, ficando os dias dezenove e vinte reservados para a festa religiosa propriamente dita, quando no dia vinte era celebrado a santa missa com a presença de toda a população local e circunvizinha, ocasião em que eram realizados os batizados, os casamentos e outros ofícios religiosos, encerrando-se a festividade do ano com grandioso leilão, onde eram vendidos todos os donativos que haviam sobrado das noites anteriores, os quais o leiloeiro os oferecia de uma vez para que pudessem encerrar a noitada com extraordinária festa dançante, a qual só terminava às 06 horas do dia 21. Nos dias de hoje já não existe mais a diretoria eleita por mordomos e moradores locais, estando a cargo do Conselho Comunitário de São Sebastião a responsabilidade pela manutenção da Igreja e pela coordenação da festividade.
O processo de evolução econômica do município de Santa Bárbara do Pará, inicialmente partiu da extração e beneficiamento de madeira de lei, através das serrarias e também da confecção de telhas e tijolos, através das olarias até os dias atuais, além do cultivo do milho, da mandioca, da pesca artesanal e extração de lenha e carvão vegetal; sendo que, a produção era toda ela exportada para fora do município, exemplo Mosqueiro, Icoaraci e Belém. Com o advento do desmembramento ocorreu também uma acentuada onda de progresso, pois a partir de então houve a implantação de fábricas, diversificação do comércio e crescimento da industria; construção de estradas, estaduais e municipais e, sobretudo o crescimento demográfico...haja vista que, em 1950 Santa Bárbara contava com apenas cinquenta e duas (52) casas de madeira e nenhuma de alvenaria, e sua população não ultrapassava as trezentas pessoas. Hoje, só na sede do município, números oficiosos nos revelam mais de cinco mil (5.000) habitantes. Desta maneira, com o trabalho de bons administradores e a colaboração bastante relevante da população, Santa Bárbara do Pará vem crescendo bastante em todas as áreas sociais, muito especialmente na educação com boas escolas, quer estaduais ou municipais desempenhando papel preponderante no progresso do município.
Por volta de 1932, oriundo da cidade da Vigia chegava em Santa Bárbara, uma família que aqui viera morar a convite de um dos herdeiros; o Sr. Felipe Santiago que os trouxera para que, a senhora que era professora, (Leiga) pudesse ministrar aulas para os seus filhos, a fim de que os mesmos aprendessem a ler e escrever. O casal que se chamava João Rodrigues e Augusta da Silva Rodrigues construiu sua casa numa área muito bem localizada a margem do rio, onde passaram a viver de um pequeno comércio que, via de regra, até facilitou a vida dos moradores daquela pequena freguesia. A partir de então, todos os pais que tinham condições financeiras colocavam os seus filhos para estudar! Assim muita criança daquela época pôde aprender a ler e escrever, ficando de fora a grande maioria, as quais os pais não possuíam condições para pagar, e dentre os pais que não reuniam condições para pagar aula para seus filhos encontrava-se meu pai...ademais nessas alturas nós morávamos bastante retirados da freguesia e também por esse motivo ficamos de fora, que pese já possuirmos idade para estudar. Dois anos depois, em 1934, o então Major Barata que era interventor do estado manifestou o desejo de fazer uma visita por estas paragens...para isso mandou solicitar a lancha Candeua, de propriedade do Sr. Miguel Elias, e esta foi apanha-lo em Pinheiro, (hoje Icoaraci) onde embarcou o Major e sua comitiva.
Ficou-se sabendo depois que, a finalidade dessa visita foi apurar uma denuncia que o Major recebera de um fiscal do trabalho chamado João Pinto Lima contra as industrias Candeua e Santa Rosa. No dia da chegada do Major, a esposa do senhor Miguel Elias, senhora Marina Salame, chamou a professora dos seus filhos e mandou de casa- em- casa reunir todas as crianças para receber o Interventor com grande manifestação. O Major Barata, ao desembarcar da lancha foi recebido pela criançada que, perfilada sob o comando da jovem Juscelina Barata Ferreira, (hoje a velha Dadá) recebeu o seu governador cantando o Hino Nacional. Após o hino o Major entrou no meio da garotada e saiu cumprimentando todo mundo, passando a mão na cabeça da garotada; aqui, ali parava e perguntava o nome e apelido de seu interlocutor; perguntava também se estudava e mediante a resposta negativa franzia o cenho num misto de tristeza e espanto. No fim da fila estava o Antonio Menezes, então ele fez a mesma pergunta para o Antonio e diante da mesma resposta perguntou-lhe o apelido: quando o Antonio falou que, seu nome era Antonio Menezes da Fonseca e tinha o apelido de João Redondo, o interventor deu uma sonora gargalhada, todavia voltou a ficar muito angustiado quando obteve a resposta de que, não estudava por falta de condições financeira dos seus pais.
Tenho Major, por sinal é uma casa bem construída em madeira de lei, e se o governador quiser eu tenho até a professora (alusão feita à professora dos seus filhos, senhora Maria das Bouções), aliás, ela é até normalista. Muito bem disse o Major, e o senhor seu José, tem uma casa que a gente possa requerer para funcionar uma escola? Então o senhor José Paniagua que, era proprietário da Serraria Santa Rosa foi bastante incisivo em sua resposta. Senhor governador, eu tenho a casa e a professora também e incontinente apresentou ao Major à senhora Maria Gomes Machado, (professora Santinha). E em Santa Bárbara, tem casa para funcionar uma escola?...quem poderá responder?. Então o senhor Pedro Gomes, filho mais velho do Sr, Felipe Santiago Gomes, apontou imediatamente a residência de seu primo irmão Agostinho e ainda ofereceu a opção de vir a senhora deste ser a professora de Santa Bárbara (seu nome Otavia Gomes da Silva). Isso posto, o governador tirou o chapéu de campanha da cabeça, inclinou-se para frente num gesto de reverencia e voltou a carga. Muito bem, e voltando-se para o senhor Miguel Elias assim falou...então quando a sua lancha for me deixar no Pinheiro já trará material para que as três escolas possam funcionar imediatamente: e com a autoridade que lhe era peculiar falou para todo o povo presente...pois bem, a partir de hoje estão autorizadas pelo governador, a funcionar uma escola mista em Candeua, uma escola mista em Santa Rosa e uma escola mista em Santa Bárbara: ficando o governador ciente de que, precisa nomear as três professoras para o desempenho da nobre missão de desemburrar a pirralhada que mora aqui, e seja rico ou pobre haverá de receber o mesmo tratamento por parte da educadora, isso não é um pedido é uma ordem. Houve uma grandiosa salva de palmas quando o Major terminou a sua oblação, e entre os populares ouviu-se um grito agudo e muito forte. Viva o nosso governador e sua honrosa comitiva! Era o senhor Quintino o homem que gritara a plenos pulmões, ele que, sempre sonhara em ver os seus filhos sentados nos bancos escolares para estudarem com professores verdadeiros, o que não foi possível acontecer com ele que, para aprender alguma coisa teve que aprender em jornais velhos como forma de castigo imposto por seu velho pai. Terminada a visita da comitiva do Major Barata, este retornou à Belém, sendo que, a lancha Candeua, ao retornar de Pinheiro trouxe também o material para as três escolas, ou seja, carteiras, quadros negros, papel, canetas, tinteiros, giz, etc: as quais passaram a funcionar imediatamente sob a supervisão do senhor Miguel Elias.
Este porem não teve a sorte de ver colhido o fruto desse trabalho, pois com poucos dias viajou para Belém á negócios, sendo vitima de brutal atropelamento causado por um caminhão, vindo a falecer proveniente desse fato. Com o falecimento do Sr. Miguel Elias veio à tona um novo personagem; é que aquele mandara buscar no Líbano um garoto seu sobrinho chamado Oscar em português, e quando da ocasião da morte de seu tio, ele já rapaz formado veio a assumir o seu espolio, terminando por casar-se com a viúva e transformando-se no homem mais respeitado e estimado de toda esta região, tendo sido o chefe político mais pesado e temido até mesmo por outros políticos de fama inconteste, pois um pedido seu para o governador, sem sombra de duvida não era um pedido, mas uma firmação. Assim é que, os prefeitos aqui nomeavam ou demitiam quem ele mandasse. Também na esfera do estado ocorria à mesma coisa; moral da história, estava com o Salame estava com todos, por isso ele era o chefe supremo na redondeza...mandava na policia, nos políticos e tudo o mais! Até casamento ele mandava fazer, bastava que, para isso, a pessoa prejudicada o procurasse. Dificilmente naquela época havia alguém que não fosse seu compadre ou afilhado e havia caso em que, um cidadão era as duas coisas ao mesmo tempo. Tremendo bronqueador ele controlava o movimento dos seus empregados e de grande parte da população de Santa Bárbara onde mandou fazer até um xadrez de madeira, para castigar aquela pessoa que, por ventura viesse a desagrada-lo. Gostava de puxar as orelhas de toda a garotada e dificilmente existia na região um moleque que ele não aplicou esse tipo de castigo; entretanto jamais admitia que alguém estranho provocasse qualquer tipo de atrito com alguém das redondezas. Tinha um profundo amor pelo lugar e muita coisa que hoje ainda perdura em nosso município foi fruto do seu trabalho e sobre tudo de sua influencia política.
Como patrão, apesar de não remunerar devidamente os seus empregados jamais deixou de prestar-lhes a devida assistência na hora precisa, prova disso foi quando na época da 2ª Guerra Mundial, acabaram-se todos os viveres para a população, ficando o estado em situação caótica a ponto do cidadão passar o dia inteiro sem se alimentar, haja vista que, todo navio que trazia alimentação do Sul do país, se não fosse bem comboiado, dificilmente chegaria em Belém ou em Manaus, pois os Submarinos “inimigos” o colocava a pique antes que chegasse ao final de sua viagem. Foi exatamente nessa ocasião que o Sr. Rescalla Salame demonstrou todo o seu apreço e dedicação por seus empregados, pois na impossibilidade de conseguir mercadoria com abundancia, ele fazia de tudo para arranjar o Maximo possível daquilo que estava racionado pelo governo; assim é que, seus trabalhadores, em incontáveis ocasiões, levavam para casa apenas 250 gramas de farinha, 250 gramas de charque, a mesma cota de açúcar, idem de feijão, 25 gramas de café e uma medida de 50 cc de querosene...assim seus empregados faziam apenas uma refeição por dia, todavia jamais passaram um dia sem se alimentar; e freqüentemente, quando faltava o charque ele imediatamente mandava abater um boi da sua criação para atender o pessoal, com apenas um quilo para cada trabalhador é verdade porem jamais fugiu da responsabilidade de patrão. Ao assumir o comando da serraria de propriedade da sua futura esposa, o jovem Rescalla Salame, assumiu também a responsabilidade com a educação, tarefa que era de seu finado tio! Para isso fez ciente o governador, a quem foi pessoalmente comunicar o ocorrido e quando voltou de Belém já veio nomeado Delegado escolar, cargo que ocupou graciosamente durante toda a sua vida. Dentre as professoras que trabalharam sob a supervisão do Sr. Rescalla Salame, podemos destacar as Sras. Guiomar Noemia Mesquita, Amélia Nogueira e sua irmã Censu Nogueira, Ana Monteiro Carvalho, Carmem Cabral, Cimar da Silva Costa, juscelina Barata Ferreira, Lindalva Alves de Souza Barata, Maria das Graças Moraes Palheta, Maria Valentina da Silva Moreira, Maria Dolores Rebelo Carvalho e Jacira Ribeiro Côrtes. CRIAÇÃO DA ESCOLA PÁDUA COSTA. A escola Pádua Costa nasceu da fusão de três pequenas escolas que, funcionavam em lugares diversos em nosso município. Em Candeua funcionava a Escola Isolada Mista de Candeua.Em Santa Bárbara e em Santa Rosa também funcionava uma Escola Isolada Mista. Essas escolas foram criadas no ano de 1934 pelo então interventor do estado, Joaquim de Magalhães Cardoso Barata, Major do glorioso Exercito brasileiro e permaneceram ativas sob a supervisão do Sr. Rescalla Salame, durante 29 anos. No ano de 1963, quando era governador do estado o Dr. Aurélio Correa do Carmo, foi iniciada a negociação para unificar as 3 escolas. Contando com a abnegação da professora Maria Dolores Rebelo Carvalho e a iniciativa do Sr. Rescalla Nagib Salame, foi possível essa negociação sair rapidamente, pois a Deputada Rosa Pereira era tia da professora Maria, e a pedido desta conseguiu facilitar as coisas junto a S.E.D.U.C, então a professora Maria que era titular em Candeua, organizou toda a papelada e também a visita do Secretario de Educação, Professor Doutor Raimundo Helio de Pádua Costa que, veio pessoalmente fazer a unificação das 3 escolas que, passaram a se chamar Escolas Reunidas Dr. Pádua Costa, uma justa homenagem a S.Ex. ª o Secretario de Educação. Esta escola teve o seu funcionamento inicial na residência do Sr. Albertino Barata, por ser a casa que melhores condições reunia naquela época. Sua primeira diretora foi a professora Maria Dolores Rebelo Carvalho e, como não poderia deixar de ser o Sr. Rescalla Salame continuou sendo o Delegado escolar de toda a região. No dia 30 de janeiro de 1968, a professora Maria foi aposentada e passou a direção da escola para a então Srtª professora Jacira da Silva Ribeiro que, dirigiu a escola de 1º de fevereiro de 1968 a 10 de janeiro de 1988, quando saiu na condição de aposentada. A 11 de janeiro de 1988, assumiu a direção na condição de interina, a Secretaria da escola, professora Virginia que, dirigiu a escola até 4 de julho de 1989. Então a partir daí começou a haver interferência política no sistema de ensino em Santa Bárbara ou seja cada prefeito que assumia o governo municipal, interferia diretamente nos cargos de confiança, muito em especial nos cargos de direção, e por conta disso o sistema de ensino em Santa Bárbara foi se deteriorando, a ponto de varias vezes a escola Pádua Costa ter ficado com duas diretoras, (uma de fato e outra de direito).
No dia 5 de julho de 1989, assumiu a direção a professora lindalva Alves de Souza Barata que, só completou exatos 12 meses, sendo substituída pela professora Maria Valentina Moreira da Silva. No período que dirigiu a escola, a professora Lindalva, cuidou de organizar a implantação do ensino de 2º Grau nas áreas de Magistério e Administração sendo que devido a exigüidade do tempo, este só foi concluído na direção da professora Maria Valentina Moreira da Silva que por sinal também foi substituída prematuramente, (5 de julhode 1990 a 2 de agosto de 1991). No dia 3 de agosto de 1991, assumiu a direção da escola; agora de 1º e 2º Graus, a professora Dinair Melo da Silva que exerceu a função até dia 1º de agosto de 1993, sendo substituída pela professora Maria Valentina Moreira da Silva, que assumiu a direção da escola no dia 2 de agosto de 1993 porem deixou a função no dia 06-09 do mesmo ano, precisamente 34 dias após tomar posse na direção.
No dia 7 de setembro de 1993, assumiu a direção da escola a professora Virginia Conceição Almeida da Silva. Esta professora também dirigiu a escola por um período bem curto, todavia foi na sua administração que foi feito uma grande reforma na escola. Em convenio entre prefeitura e estado foi construído dois anexos aos prédios já existentes, o que transformou a escola Pádua Costa numa belíssima casa de ensino, com mais 10 salas de aulas alem das que já existiam, dando infra-estrutura e modernidade ao velho prédio e oferecendo acima de tudo oportunidade para todas as crianças e os jovens do município inteiro aprenderem até o 2º Grau em um colégio que agora inegavelmente possui um belo padrão de ensino. Depois de concretizados os melhoramentos na escola, a professora Virginia transferiu-se para a capital do estado, deixando em seu lugar a vice-diretora, professora Maria das Graças de Moraes Palheta. No dia 6 de dezembro de 1993, tomou posse a nova diretora, professora Maria Cristina da Silva, sendo que a mesma foi demitida no dia 22 de março de 1994. Novamente em caráter provisório assumiu a direção da escola a professora Maria das Graças de Moraes Palheta que repassou a direção para a atual titular, professora Maria Regina Alves Pereira que licenciada pela Universidade Federal do Pará, empresta seu vasto conhecimento em prol do ensino, neste que, agora passou a categoria de Grupo-sede do município de Santa Bárbara do Pará. Assim, com a fusão de três pequenas escolas, surgiu a nossa querida escola de 1º e 2º Graus Dr. Pádua Costa.
O Centro Comunitário de Santa Bárbara foi criado por iniciativa do Sr, Milton Moreira, que, ao fazer uma pesquisa descobriu a grande e presente necessidade que tinham inúmeras famílias moradoras da vila e suas cercanias, em alimentar e educar os seus filhos, normalmente aqueles que ainda estavam na faixa etário de 0 a 04 anos de idade. Então, como bom filho da terra, o cidadão em questão entrou em contato com outras pessoas, e no dia 2 de maio de 1979, as 10,30 h, reunidos em baixo de um arvoredo existente em frente da residência de sua progenitora, lançou a ideia da criação do referido centro. Lançada a idéia, de conformidade com todos, o Sr. Milton Moreira procurou a diretora da escola Pádua Costa, professora Jacira Ribeiro Côrtes, a quem fez a exposição de motivos e de quem obteve a imediata adesão...Então a partir daí foi marcada uma reunião publica para o dia 17 de junho, esta já com a presença do prefeito Sr. Osmar França do Nascimento e outras autoridades municipais, quando então foi lançada a pedra fundamental da criação do Centro Comunitário de Santa Bárbara e sua respectiva diretoria que ficou assim constituída. Presidente e coordenador= Milton da Silva Moreira.
De imediato começou a funcionar a escolinha do Centro que tinha uma freqüência de 09 crianças na faixa de 03 a 09 anos de idade sendo que, as despesas com os monitores e material escolar eram pagas com dinheiro de coletas feitas pelos próprios diretores do Centro. Em 6 de outubro de 1980, foi feito o convenio com a Legião Brasileira de Assistência, (L.B.A) de acordo com a constituição, o que lhe garantiu os direitos adquiridos.
Sem prédio para funcionar, organizaram-se promoções, e através de políticos, empresários e comerciantes, conseguiu-se arrecadar determinada quantia com a qual foi comprado material para começar a construção do prédio. Vale ressaltar que, o trabalho da confecção do prédio foi feito a base ou regime de mutirão, sendo que os comerciantes da vila, “entre estes podemos citar os Srs.Antonio Barata Ferreira, Antonio da Silva Moreira, José Maria Barata Ferreira, João Ribeiro Baía, José Gama Chapeuzinho e Juraci Baía do Amaral” forneciam gratuitamente a alimentação para os trabalhadores. Apesar de toda a boa vontade da comunidade, não foi possível terminar o prédio do aludido Centro: em razão disso seu presidente, Sr Milton Moreira convocou em reunião extraordinária toda a diretoria e o povo em geral, para sugerir que o Sr. Prefeito terminasse a obra. Para essa reunião eram convidados especiais o Sr. Claudionor de Lima Begot, prefeito municipal e a Sra. Dra Marisa Ramos, assistente-social da L.B.A.essa reunião aconteceu no dia 4 de março der 1984. Na impossibilidade de seu comparecimento, o Sr. Prefeito mandou como seu representante o Sr. Xavier que, ao ouvir a exposição de motivos do Sr. Milton Moreira, muito solicito levou a apreciação do gestor municipal e este, em poucos dias veio pessoalmente trazer a resposta...Aceitava terminar o prédio conquanto que, este ficasse com o nome de entro Social de Santa Bárbara. Aceita a sugestão o prefeito mandou terminar a obra. A partir de então foram estes os presidentes e vice-presidentes do Centro Comunitário (ou Social?) de Santa Bárbara.
O texto está muito bom, só gostaria que fosse citado o verdadeiro autor, Sr. Raimundo Alves, mais conhecido como Seu Passarinho. Pois a História de Santa Bárbara é contada na oralidade das pessoas idosas do lugar. acredito que se deveria citar os nomes, como forma de reconhecimento e preservação dessas memórias. e o Sr. Passarinho é um dos informantes que registrou essa História e disseminou na internet, por esse caso, é importante o reconhecimento de quem se preocupou em registrar suas as memórias como contribuição à História Local de Santa Bárbara do Pará.
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